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Sorteio – concorra a adesivos MRC

Sabe quem é a garotinha aí na foto?
Resposta: Amy Lee (Evanescence)

 

As duas ganhadoras que enviaram a resposta correta são:
@ow_alinee e @pritambuque

 

PROMO ENCERRADA DIA 22/11/11

MRC na mídia

Aqui você confere matérias sobre o Mundo Rock de Calcinha em vários veículos de comunicação do país!

Entrevistas e Matérias com a equipe MRC:

TV

*Tv Cultura – programa Vitrine (vídeo)
*Tv Bandeirantes – programa SP Acontece (vídeo)
*TVE – RS – programa Estação Cultura (vídeo)
*Play TV (vídeo)
*Play TV – Combo fala + joga (vídeo)
*Cadulaque – All TV (vídeo)
*Rock de Batom – TV Rock (vídeo)
*Perdidos na Net – Just TV (vídeo)
*Boom TV (vídeo) [parte 1 | parte 2 | arquivo completo]

Rádios

*Kiss FM (áudio)
*Rota BDG Uol (áudio)
*Rádio USP – programa Visita Vip (áudio)
*UniSantos (áudio)

Jornais

*Folha de Vinhedo
*Folhateen – Folha de S.Paulo
*Guia O Estado de S.Paulo
*Guia da Folha

Sites e Blogs

*ABC Bandas
*Bate-Papo UOL
*Bares SP
*Central do Rock
*Entrevista Expresso Noturno
*Jornal de Brasília
*Guia de Assis
*Guitar Player
*Meninas no Rock Entrevista
*Na Veia
*Rock Pará
*Som do Som

Revistas

*Revista Atrevida
*Revista Gloss
*Revista Sete Dias com você
*Revista Criativa
*Revista dos Hospitais
*Revista Love Rock
*Coop Revista
*Revista dos Hospitais

Responsabilidade Social

Atitude Rosa’n Roll do Mundo Rock de Calcinha na mídia
clipagem AQUI

Notícias sobre MRC:
*All the bangers (1, 2)
*Bandas de Garagem (link)
*Americana Independente (link)
*Bigorna (link)
*Canções (link)
*Clube dos Radialistas (link)
*Central do Rock (1, 2)
*Comunique-se (link)
*Diário do Vale (link)
*Dica de Teatro (1, 2, 3, 4)
*Eddie Silva (link)
*Engenho (link)
*Kamymusic (1, 2, 3)
*Link Estadão (link)
*Magaly Prado(link)
*Maratimba (link)
*Megaphone (link)
*MMTC (link)
*MTV (link)
*O Fuxico (link)
*O Globo On-Line (link)
*Off the press (link)
*Pegazus Metal (1, 2, 3, 4)
*Pontal News (link)
*Rádio Base (link)
*Rádio Cidade (link)
*Revista Rock Brigade (1, 2, 3, 4)
*Rock Feminino (1, 2, 3, 4)
*RockHard Valhalla (link, 2, 3)
*Rock Press (1, 2)
*Rock RP (link)
*Rock News (1, 2)
*Rock Steel (link)
*Rock Spot (link)
*Show Livre (link)
*Souza Lima Revista Eletrônica (1, 2, 3)
*Stay Heavy (link)
*Timbre Noise (link)
*Tv Rock (1, 2)
*Web Banger (link)
*Whiplash (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13)
*Zine Sanatariun (1, 2, 3)

Parceiros MRC

Conheça os nossos parceiros :)

Girl’s guide to rocking www.girlsguidetorocking.com/wordpress/

Music All – www.musicall.com.br

Pitty em Sampa – http://pittyemsampa.zip.net


Nossos banners


Se você tem site, fotolog, álbum de fotos ou blog publique nosso logo ou banner !!!

E não esqueça!!! Todas as imagens deverão ser linkadas no www.mundorockdecalcinha.com !!!

 

Release MRC

Podcast MRC
Tudo começou aqui! A estréia do programa Mundo Rock de Calcinha (MRC) aconteceu em maio de 2007. MRC é o único Podcast, ou se preferir, programa de rádio on-line da atualidade NA ATIVA totalmente dedicado ao rock feminino, que apresenta músicas de bandas de rock e metal formadas somente por meninas ou com mulheres no vocal. Também das bandas que possuam alguma integrante instrumentista: baixista, guitarrista, baterista, tecladista. Além disso, todo mundo fica bem informado sobre o cenário rock n’ roll feminino com dicas culturais, entrevistas, notícias, sorteios. E o maior objetivo do programa e site é divulgar as bandas independentes nacionais.

O MRC faz um trabalho independente e sem fins lucrativos. As atualizações acontecem quinzenalmente e os programas anteriores podem ser ouvidos sempre, pois ficam disponíveis em on-demand no site do programa, seção “Rádio MRC – Podcast”.

Quem já passou pelo programa

A vocalista Meg Stock (Luxúria) participou no programa de estréia. Também já foram entrevistadas as bandas paulistas Vulgarize e Ásfora, a banda mineira Pleiades (com vocalista de apenas 14 anos de idade), o cartunista Marcio Baraldi, a roqueira carioca Sabrina Sanm, as californianas do The Donnas, a banda baiana Canto dos Malditos na Terra do Nunca, as paulistas de Las Juliettes, Bianca Jhordão (vocalista e guitarrista do Leela), Vanessa Krungold (vocalista do Ludov), Soninha Francine (vereadora de SP), Hellsakura, Lipstick, Rozen, a cantora Bianca Aguiar, as canadenses da banda Kittie (que inclusive posaram pra foto com o “Zine Mundo Rock de Calcinha” em mãos), a finlandesa Tarja Turunen (que posou com a camiseta MRC para as fotos). Também Lyrex, Condessa Safira, Anneke Van (ex- The Gathering), The Iron Maidens, Gloss, Mix Tape, Baby Lee, Shadowside, DKLC. E não pára por aí, pois ousadia é o que não falta na equipe do Mundo Rock de Calcinha que convidou pra tocar ao vivo as bandas Motores (SP) e Hai Kai (Sorocaba/SP) no mesmo dia!

Sucesso total

O Mundo Rock de Calcinha já é um sucesso! Ninguém mais tem dúvida! Tem sido muito bem veiculado na mídia! Podem ser encontradas matérias em vários sites especializados e em importantes veículos de comunicação do país como TV Cultura, TV Bandeirantes, Play TV e jornal Folha de S.Paulo.

Prêmios!

Dia 26 de julho de 2007 foi anunciado que o programa Mundo Rock de Calcinha venceu o 2º GRC Music, na categoria ‘Melhor Programa On-line’. Com apenas dois meses de existência, na época, o programa faturou seu primeiro prêmio.

Em junho de 2008 o MRC venceu pelo segundo ano consecutivo o GRC Music, na categoria ‘Melhor Programa On-line’.

No final de 2008 o MRC venceu, através de voto popular realizado na internet, o “Prêmio Dynamite” na categoria ‘Melhor Programa de Rádio’. O troféu foi entregue dia 14 de janeiro de 2009, no auditório Franco Montoro – da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Primeiro Zine da mulherada rock n’roll

Em novembro de 2007, para acrescentar mais uma pitadinha de novidade nesse sucesso todo, o Mundo Rock de Calcinha lançou o primeiro zine da mulherada rock n’roll que será distribuído em duas versões: on-line (download ilimitado grátis) e impresso (100 edições grátis na Galeria do Rock de S.P). Não será mais Zine, a partir de julho de 2008 será a primeira revista de rock feminino.

Mundo Rock De Calcinha, o verdadeiro conglomerado do rock feminino

Em 2008 , próximo de completar 01 ano de vida, o Mundo Rock de Calcinha cresceu. Tornou-se o primeiro portal completo de rock feminino: site, bastidores das gravações na telinha, podcast/rádio, revista e blog. Multimidia total! No portal é possível ler resenhas de Cds e shows, conferir entrevistas e fotos, baixar wallpapers pra deixar a tela do pc bem bacana, ouvir todas as edições do podcast, assistir os bastidores do programa de rádio e convidados, participar de sorteios exclusivos e muito mais! Também mais interatividade, em um menu onde o internauta pode deixar recado de voz, mensagens no mural, participar do Chat no Orkut (criado pelos próprios ouvintes). Já deu pra perceber que esse projeto vai longe!

Responsabilidade social – Atitude Rosa’n Roll

De 08 a 16 de março foi realizada a primeira ação de responsabilidade social do programa Mundo Rock de Calcinha, batizada com o nome Atitude Rosa’n Roll. A campanha aguardou voluntários doadores de sangue em oito Hemocentros do Brasil (SP, PR, RS, SC, RJ, MG, GO, BA).

Todas as fotos e clipagem de imprensa podem ser vistas no hot site: www.mundorockdecalcinha.com/atitude .

No mês de maio de 2008, Atitude Rosa’n Roll ganhou quadro fixo no programa de rádio. Esse espaço é utilizado para conscientizar o público jovem, ouvinte do programa, da importância de doar sangue, ajudar ao próximo (entrevistas com várias instituições)/solidariedade, respeito pelos animais, guia de profissões, prevenção de DST, etc.

EQUIPE

Gisele Santos (criadora do MRC):
Apresentação, roteiro, produção, atualizações, relações públicas
Graduada em Administração de Empresas e Jornalismo, também formada em Radiojornalismo, desde 1997 trabalha na área cultura/música (jornalismo on line) e desde 2002 com assessoria de imprensa. Criou o portal MundoRock.net que ficou no ar durante nove anos, presente nos principais eventos nacionais e internacionais, sendo referência e fonte para muitas pesquisas. Apresentou programa em sua extinta rádio virtual Mundo Rock (2004/2007), antes disso apresentava programa de rock para uma web rádio feita para brasileiros residentes no Japão. Apresentou e produziu o 98 in Rock (98 FM), Alternoise (Rede Blitz), De Salto alto podcast, além de flashs ao vivo diretamente de estádios para a Rede Blitz. E desde 2007 apresenta o premiado programa Mundo Rock de Calcinha.
Portfólio e prêmios: www.clicfolio.com/giselesantos
Twitter: www.twitter.com/giselesantos_

A PARTE TÉCNICA
Edição e gravação: Elias Aftim – www.studiolatitude.com.br

Sobre o conteúdo:
O Mundo Rock de Calcinha (MRC) não se responsabiliza pelas opiniões e comentários dos colunistas e matérias jornalísticas publicadas no site. O conteúdo de cada texto é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal de quem a escreveu. Isso também serve para o podcast.

O conteúdo (total ou parcial) do MRC não pode ser reproduzido, copiado, editado, publicado, transmitido nem agregar-se informação de jeito nenhum sem prévio consentimento da equipe e dos autores.

Filme The Runaways – Garotas do Rock

Olha só, eu recomendo que antes de assistir “The Runaways” é bacana conferir o documentário “Edgeplay: A film about The Runaways” (2004), de Vicky Blue , que conta de um jeitão mais underground/tosco a história da banda. Diferente do filme “The Runaways” (Garotas do Rock) de 2010, que retrata apenas a quarta formação da banda em diante – fora o apelo comercial hollywoodiano contando até com Kristen Stewart (Saga Crepúsculo) interpretando Joan Jett. Eu particularmente brochei com esse filme, ainda mais por terem enfatizado somente drogas, sexo, imprensa. Acho que tinham muito mais o que mostrar, para sim ser considerado um merecido arquivo histórico da banda – mesmo que a carreira tenha sido meteórica (apenas quatro anos).

Acharia mais digno se tivessem feito um filme sobre Girlshcool que está na ativa até hoje, 30 anos de carreira, sendo o maior ícone do cenário rock n’ roll feminino.

Livro do Slash

Para quem viveu toda época do Guns n’ roses na década de 1980 e ainda estava com dúvida sobre brigas ou mal entendidos entre os integrantes, principalmente Axl Rose, muito divulgados na imprensa e na maioria das vezes sensacionalista, a autobiografia de Saul Hudson, o “Slash” (Ediouro), conta tudo isso e muito mais. Durante a leitura é possível viajar junto com o guitarrista por todas as principais fases de sua vida, desde a infância, envolvimento com drogas, quando começou a tocar e ficar craque nos riffs, vindas ao Brasil e a famosa cadeira que Axl jogou pela janela do hotel, até as suas bandas de sucesso: Guns (que teve Mötley Crüe abrindo as portas nas primeiras turnês), Slash Snakepit, Velvet Revolver. E também como foi seu ingresso no Guns e o porquê de sua saída. São 446 páginas e a vontade é de não parar mais de ler até chegar o final, torcendo que ainda continue.

E quem não viveu aquela época, mas tem curiosidade de conhecer a história de um dos mais competentes e virtuosos guitarristas do mundo, o livro, que contou com a mãozinha do co-autor Anthony Bozza (ex jornalista da Rolling Stone) é uma boa contribuição para que boa parte da história do rock não seja perdida ou esquecida.

Curiosidades sobre a mãe de Slash ter sido amante de David Bowie e que o guitarrista nasceu na mesma cidade onde Lemmy Kilmister (Motörhead) chegou ao mundo são algumas entre outras expostas na autobriografia do artista. Pois é, nem a mãe dele se salvou! Slash mantém seu ‘jeitão’ de ser até no livro, um cara calado, observador, esperto e muitas vezes com um humor tímido quase inocente igual ao de uma criança. E ele não esconde que quase se destruiu – por causa do envolvimento com bebida alcoólica e drogas – desde o início do livro, quando na introdução conta que usa um aparelho cardioversor-desfribrilador implantável no coração (desacelera o órgão vital quando ele acelera muito e aumenta batimentos quando parece parar de bater). Essa atitude de Slash deixa a mensagem para todos que o caminho de drogas e bebidas não vale à pena, com apenas duas opções: perder a saúde ou morrer jovem demais. Slash não nasceu no Brasil, não tem parentesco com Cazuza, mas considera-se EXAGERADO!

Resenha – Eyes Set To Kill – CD White Lotus

Desde 2008 a banda norte-americana de metalcore, Eyes Set To Kill, lança um CD por ano. O novo se chama “White Lotus” (2011), quarto da carreira, produzido por Andrew Wade (A Day to Remember, The Word Alive, Motionless in White) – que também trabalhou com Eyes Set To Kill no razoável “Broken Frames” (2010).

Liderada pelas irmãs Alexia (vocal, guitarra e teclado) e Anissa Rodriguez (baixo) – que recentemente foram fotografadas para fazer parte do calendário das mulheres do rock 2012 da revista gringa “Revolver Magazine” (conforme já havíamos publicado AQUI) – Eyes Set To Kill, formada em 2004, também conta com Cisko (vocal gritante) e Caleb (bateria).

A primeira música é arrebatadora, “The Secrets Between” – uma das melhores do disco. É rock de peso, mesclando vocal gutural masculino com a delicadeza do vocal feminino. “Forget” vem na sequência mantendo a pancadaria. Na terceira faixa, a lenta “Stuck Underneath” – que dura apenas 00:01:28 – é nítido que a banda se perdeu e acaba quebrando o ritmo. Seria totalmente dispensável.

Em seguida “Harsh”, com pedal duplo, volta a colocar nas rédeas o peso do álbum. A bateria também ganha destaque na poderosa e pesada “Where I Want to Be” (que já ganhou videoclipe) – outra que entra na lista das melhores músicas do CD, ao lado da já citada “The Secrets Between”. Nessas canções há esperança da evolução musical de Eyes Set To Kill.

Só que daí pra frente mais uma vez o ritmo despenca, com covers do Hole (“Doll Parts”) e do Nirvana (“Polly”) – com apenas Alexia no violão e vocal. Ela alega que incluiu as canções nesse trabalho para os fãs conhecerem duas de suas bandas favoritas. O que talvez Alexia não tenha percebido é que seria melhor ter lançado, por exemplo, um EP “B-Sides”. E não para por aí, pois também tem a desplugada “Untitled” e a versão acústica de “Harsh” – encerrando desastrosamente o registro de dez músicas.

Realmente a banda parece que ficou confusa sem saber se fazia o som pesado de sempre ou acústico ou homenagens. E no final das contas, não foi feliz optando por realizar tudo ao mesmo tempo. Talvez fosse melhor ter deixado passar mais um ano para amadurecer as ideias.

Desse disco poderiam sair três EPs (acústico, B-sides, inéditas de peso), pois assim o ouvinte se localizaria melhor e a banda não perderia característica – causando saudade do ótimo e enérgico “The World Outside” de 2009 (que arriscou cadenciadas acompanhadas por piano, lindas por sinal, só no fim).

Nota 6,5

Banda Eyes Set to Kill
CD White Lotus
Ano 2011
Gravadora Forsee Records

Faixas:
01. “The Secrets Between”
02. “Forget”
03. “Stuck Underneath”
04. “Harsh”
05. “Where I Want to Be”
06. “Erasing Everything”
07. “Doll Parts”
08. “Untitled”
09. “Polly”
10. “Harsh”

Naturalidade Marca Desconcerto de Pitty

Ao abrir o encarte do DVD, instantes antes de colocar o CD no drive (sim, parece extremamente patético eu sei, mas eu não consigo assistir nada sem ler o que eu chamo de “prefácio do filme”, aquelas informações básicas que achamos com freqüência nas caixinhas dos DVD´s) me deparei com uma informação importante: “Nenhum tipo de maquiagem, camuflagem ou esconderijo foi usado na pós-produção deste DVD”. Juro que quase não acreditei, mas fui lá, coloquei o disquinho no drive e … susto! Lá estava ela, linda, maravilhosa e rockstar. Entrou no palco com um sorriso meio tímido (só lápis e sombra nos olhos), segura e insegura em cada passo até o meio do palco. Sorri pra todos, empunha seu microfone e o show começa. Junto com a banda, Pitty, a baiana que trouxe de volta o som pesado do vocal feminino ao rock brasileiro, ao vivo, sem cortes, sem pausas, sem meio termo. Ela, Joe, Duda e Martin eram eles mesmos, naturais e compulsivos. A primeira música, “Anacrônico”, já poderia mostrar um pouco do que estava por vir: muita energia, muita vibração e muita, mais muita potência, mesmo.

Rodando o microfone pelo fio, sem a menor delicadeza, Pitty cantava com a alma, e isto era sentido pela platéia, que acompanhava cada uma das músicas de cor, formando um coro afinado e fiel. A cantora, super à vontade, lançava o microfone aos fãs, que respondiam cantando. Ao fim de “Semana que vem”, Pitty agradece a presença de cada um, e emocionada, revela: “Foram só três músicas mas eu to cantando cada uma delas como se o mundo fosse acabar depois da próxima”. Imaginei o arrepio que cada um dos fãs que estavam ali sentiu, já que até eu, no sofá, vendo pela TV aquele espetáculo maravilhoso, consegui sentir a alma da cantora se revelando.

O show se seguia com diversas declarações da cantora ao público, encaixadas no meio das músicas, muita agitação e uma banda inteira dançando, pulando, cantando e interagindo com a platéia. Ao cantar o conhecido “Eu tô exatamente onde eu queria estar”, da letra “Deja Vu”, Pitty volta a falar com os fãs: “E eu espero que vocês também esta noite” provocando gritos. No meio da canção “Memórias”, a cantora domina uma cartola de um fã (com seu nome gravado nela) enquanto ao fundo, uma torre humana se ergue, hasteando uma bandeira com dizeres dedicados à baiana emocionada.

As lentes que produziram o DVD não deixaram de captar as lentes das câmeras digitais que registraram o show, nem tão pouco os celulares que faziam fotos e mais fotos da cantora. A naturalidade e o domínio de palco eram nítidos em cada instante do show, até mesmo no momento em que a guitarra de Pitty perde uma corda, que é usada pela cantora para fazer mais uma brincadeira com os fãs. Entre pulos, olhares invocados, e a emoção musical que levaria um cantor a se deitar no próprio palco, a cantora reclama: “Porra, vocês levaram todas as minhas palhetas! Como é que eu vou tocar agora? Devolve uma aí, depois eu dou de volta!” se referindo às palhetas deixadas no suporte do microfone, que, não muito difícil de adivinhar, foram pegas pelos fãs mais enlouquecidos (e mais próximos do palco também).

Quase no fim da festa, um “hey, yo! Let´s go” a la Ramones enfurecia a galera antes de Pitty começar o seu “Alguém me interne no paraíso, preciso urgente dar um tempo por lá, o dia passa enquanto eu perco o juízo, quem foi que inventou?”, inicio gritante de “I Wanna Be”. Banda e cantora deixavam todos tão à vontade que uma garota se sentiu bem vinda ao palco, subiu pulando e caiu pra turma num mosh imitado por muitos outros. Até Pitty, talvez com saudade de seus antigos shows, se jogou pra galera, voltando em seguida para o palco com o vestido desabotoado e o sorriso de uma criança que encontrou um brinquedo perdido. Para quase que fechar o show, o “Diga, quem você é me diga” de “Máscara”, penúltima música da noite, teve resposta imediata: “Eu sou a Pitty, beleza?”. “Querer Depois” encerrou aquela noite que não teve fim, ao menos para os vários fãs de todo o país que enfrentaram barreiras para chegar ao Citibank Hall naquele 06 de julho de 2007 que com certeza foi inesquecível.

Meu DVD parou, mas eu queria mais. Saquei o controle e descobri uma sessão de fotos perfeitas clicadas por um tal de Otávio Sousa que merece uma atenção especial. O cara simplesmente refletiu naturalidade em cada um de seus cliques, sendo nos bastidores ou no show. Vale a pena conferir também o making of, batizado de “Exposé”, onde Pitty se confessa e fala de expectativas para a gravação do DVD. A mistura de início/ meio / fim com que se conduzem as partes do making of dão ainda mais a sensação de desconcerto que vem depois de ver tudo. Extras que necessitam ser vistos, ao contrário de alguns DVD´s que inserem extras totalmente inúteis em suas caixinhas finas.

Courtney Love no #SWU : pouca música e muito papo

Na noite do último dia 13 de novembro, domingo, a banda que se apresentaria no palco New Stage, do SWU (em Paulínia/SP), era Hole, mas na verdade podemos chamar somente de Courtney Love – que chegou fumando cigarro, tossindo muito, sem fôlego pra continuar uma letra inteira.

Logo de cara ela conseguiu estragar “Sympathy for the Devil”, cover dos Rolling Stones, que se já estivessem mortos revirariam nos túmulos. Ao final de “Skinny little bitch” ganhou camiseta do público, com a frase estampada “Courtney, seja a minha puta”, combinando com o título da música (“putinha magra”). Vestiu a camiseta e ‘como se não fosse de propósito’, mostrou os seios – fazendo a alegria de muitos.

Desafinada, faladeira, distribuiu esporros. Um deles foi quando pediu para a plateia aplaudir os músicos que a acompanhava e – ao perceber que foi fraquinho – disse irritada: “Foi muito fraco. Vão assistir ao show do Chris Cornell” – que tinha acabado de se apresentar no palco principal.

Além disso, Courtney também errou acordes e esquecia as letras. Então, passou batom para enrolar e falava mais ainda e atacou outra pessoa. Dessa vez, Dave Grohl (ex-Nirvana, atual Foo Fighters), que já batalhou várias vezes na justiça por direitos autorais desde 1994 – quando Kurt Cobain (marido dela) se suicidou. “Ele tem um monte de dinheiro. Ele não precisa pegar comida da mesa da minha filha. Eu tenho meu dinheiro. Mas e minha filha? E a mãe do Kurt?”, disse aborrecida.

Quando percebeu que alguém na plateia gritou Nirvana e exibiu uma foto do Kurt, Courtney mostrou o dedo do meio (sim, o famoso cotoco) e falou enfurecida: “Vá a um show do Foo Fighters e mostre essa droga”. Courtney deixou o palco e só voltou depois que uma das meninas brasileiras, que estava no palco antes, pediu para o público chamá-la novamente.

Ela voltou, e se desculpou: “Tenho que conviver diariamente com este fantasma”. E com voz esganiçava seguiu o repertório com “Violet” e depois a cadenciada “Honey”. Cantou, praticamente falando, “Bad Romance” de Lady Gaga. Estragou uma música do U2, “The fly”, e fez todo mundo pular com “Celebrity Skin”.

Em 01h de show, vimos uma Courtney fazendo algo combinado que não colava muito e música que é bom, nada. Pobre Courtney, decadente. Tentou causar na primeira vinda ao Brasil com Hole, mas na verdade o Ultraje a Rigor já tinha usado toda a ‘cota de confusão’ do dia, quando a equipe da banda foi empurrada pelo pessoal do Chris Cornell e depois teve equipamento desligado – sem poder concluir o show – pela equipe técnica do Peter Gabriel. Nada combinado ou fake. Aprenda Courtney, esse lance de brigar – principalmente com o público – é tão anos 1980. Nem o Axl Rose faz mais isso…

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